Até um tempo atrás, achei que quase tudo estava perdido. Percebi que não é bem assim e que muitas coisas podem mudar e serem diferentes. Cheguei em casa um tanto chateado e cansado após os três últimos foras recebidos e recebi uma notícia boa. Meu pai me ligou e disse:
- Arthur? Preciso falar com você!
- É notícia boa ou ruim? Se for ruim, espere até semana que vem pois minha cota de más notícias já se esgotou por essa semana!
- Hey, calma garoto!
Nota importante: odeio quando meu pai me chama de "garoto". Geralmente discutimos quando isso acontece, mas dessa vez ele tinha uma informação que me interessava. Relevei.
- Ok, pai! Estou calmo!
Mentira! Estava possesso, irritado e morrendo de vontade de gritar: "NÃO ME CHAME DE GAROTO!"
- Bem, filho, um amigo meu tem uma pequena agência de comunicação e ele precisa de alguém para redigir textos e ajudar a elaborar roteiros. Ele perguntou de você e disse para ir amanhã conversar com ele.
- Sério pai?
- Sim! Amanhã você me espera na portaria do prédio da sua mãe que vou te buscar às 8 horas. Ok?
Uma explicação importante: meus pais são separados e moro com minha mãe.
- Combinado, pai! Obrigado! - eu disse.
Nos despedimos e de repente as coisas começaram a fazer um novo sentido. Após vários pés na bunda, uma notícia como essa realmente deixa qualquer um com novo ânimo. Principalmente considerando que há mais de um ano eu estava sem trabalhar e que essa ociosidade estava fazendo me sentir inútil. Juntando esse sentimento de inutilidade com as três dispensas involuntárias (eufemismo para: "pé na bunda"), você caro leitor pode avaliar como eu estava me sentindo?
Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir. Não pude contar para minha mãe pois ela estava comemorando 2 anos de namoro e... e não queria atrapalhar nada, entendem?
No dia seguinte às 8 horas, meu pai chegou na portaria do prédio, eu entrei no carro e ele disse:
- Uau! Vestido assim com camisa, gravata e calça você até parece um... jornalista!
Ok! Meu pai tenta mas nem sempre ele consegue ser engraçado. Na verdade, como diria o @rubinho_ do twitter, ele está mais para um "humoristão".
Eu realmente estava bem trajado: vestia uma camisa preta fosca com uma gravata preta envernizada. A calça também era preta e o sapato... Bem, o sapato era preto, assim como o cinto, a meia e a cueca. Na verdade não tinha muita escolha pois meu único traje social é esse.
Cheguei na agência e meu pai disse para a recepcionista:
- Bom dia! O Carlos me espera.
A recepcionista nos anunciou e disse:
- Por favor, entrem. É naquela sala no fim do corredor.
Fomos até a sala indicada. Assim que entrei, Carlos disse:
- Bom dia! Tudo bem com vocês? Por favor, sentem! - e apertando minha mão - Você deve ser o famoso Arthur Ferraù, certo?? Já ouvi muito falar de você!
Gelei! A única coisa que pensei foi:
"Ai meu Deus! Será que ele ouviu falar do meu blog? Mas eu escondi tudo tão bem..."
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2 comentários:
Opa, como diz o ditado e eu acredito muito, na vida tudo é ciclico, tanto o bem como o mau tem prazo certo, nada é eterno, somente o aprendizado.
E ai, me conta...hehehe, ansioso!
Beijos!
hehehe! Eu espero q td tenha ocorrido bem e que vc esteja empregado! ;)
Bjs!
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