Serei apedrejado virtualmente. Ou não. Mas, quero expressar aqui minha opção de ser gay e homem ao mesmo tempo. Vou nadar contra a corrente e acho necessário.

Tenho percebido que muitos blogs defendem e até querem impor o ser gay e parecer mulher, usando de roupas ousadas que lembram roupas femininas. Um verdadeiro levante desnecessário. Ser gay é ser como se quer, e aí vale, inclusive, o direito de ser efeminado ou não.

A situação ficou ainda pior depois que o BBB colocou no programa uma verdadeira caricatura do homossexual. Apoiados nessa figura bizarra, um grupo defende uma espécie de "efeminalismo", e acham que o mundo está contra eles e partem prá luta. Luta inglória!

Para quê? Para nada! Agindo assim apenas repetimos um modelo e confirmamos preconceitos. Além disso, muitos "efeminalistas" defendem que os gays mais discretos são enrustidos. E quem disse que para ser gay é ser "afetado"?

Sou contra qualquer tipo de preconceito. Defendo o direito dos efeminados serem efeminados, dos afetados serem afetados, mas também quero o direito de ser gay e homem ao mesmo tempo e sem precisar parecer mulher.

Eu sou apaixonado por pudim de leite condensado, mas infelizmente não sei fazer. Até tento, mas fica mais parecido com uma massa plástica insossa do que qualquer outra coisa.

Vi uma receita no Tudo Gostoso e tentei fazer, mas não ficou bom. Ele ficou branquelo e esburacado. O gosto estava razoável, mas a aparência... deplorável!

Ainda bem que na padaria perto de casa tem pudim a preço razoável. E o pedaço tem um tamanho considerável.

Mais de um mês depois, estou de volta ao blog. Consegui o emprego na produtora. Divido sala com um cara quase perfeito. Se ele fosse gay, ou menos homofóbico, a coisa seria melhor!

Mas a vida sempre traz umas surpresas e curiosidades, e uma delas veio na faculdade.

Não sei se contei aqui, mas voltei a estudar jornalismo aqui no Brasil. Estou no segundo ano do curso e na minha sala tem um cara muito interessante. Já peguei ele me olhando algumas vezes, já deixei evidente se rola se ele quiser, mas ele ainda continua na fase de olhar.

Olhar, olhar, olhar... Eu confesso que não quero me iludir então deixei de olhar. Mas sempre que esqueço dele, pego-o me olhando e aí o coração volta a tremer.

Eu sei que gostar de um hétero, ou de um hétero que TALVEZ seja curioso, não é a melhor coisa do mundo, mas a paixão não é definida por critérios lógicos. Não escolhemos de quem vamos gostar, e quando vamos gostar e deixar de gostar. Simplesmente acontece, e isso é o lance mágico "dessa coisa de sentimento".

Acontece que sinto algo por ele, mas não me iludo. Procuro outros olhares, outras bocas pois sei que essa está indisponível ou será muito difícil.

Prometo não sumir e vou tentar aparecer sempre que der. Ou então fazer mini-postagens por aqui, seguindo uma ordem cronólogica mas de forma livre. O que vocês acham?

Ab's!

Até um tempo atrás, achei que quase tudo estava perdido. Percebi que não é bem assim e que muitas coisas podem mudar e serem diferentes. Cheguei em casa um tanto chateado e cansado após os três últimos foras recebidos e recebi uma notícia boa. Meu pai me ligou e disse:

- Arthur? Preciso falar com você!

- É notícia boa ou ruim? Se for ruim, espere até semana que vem pois minha cota de más notícias já se esgotou por essa semana!

- Hey, calma garoto!

Nota importante: odeio quando meu pai me chama de "garoto". Geralmente discutimos quando isso acontece, mas dessa vez ele tinha uma informação que me interessava. Relevei.

- Ok, pai! Estou calmo!

Mentira! Estava possesso, irritado e morrendo de vontade de gritar: "NÃO ME CHAME DE GAROTO!"

- Bem, filho, um amigo meu tem uma pequena agência de comunicação e ele precisa de alguém para redigir textos e ajudar a elaborar roteiros. Ele perguntou de você e disse para ir amanhã conversar com ele.

- Sério pai?

- Sim! Amanhã você me espera na portaria do prédio da sua mãe que vou te buscar às 8 horas. Ok?

Uma explicação importante: meus pais são separados e moro com minha mãe.

- Combinado, pai! Obrigado! - eu disse.

Nos despedimos e de repente as coisas começaram a fazer um novo sentido. Após vários pés na bunda, uma notícia como essa realmente deixa qualquer um com novo ânimo. Principalmente considerando que há mais de um ano eu estava sem trabalhar e que essa ociosidade estava fazendo me sentir inútil. Juntando esse sentimento de inutilidade com as três dispensas involuntárias (eufemismo para: "pé na bunda"), você caro leitor pode avaliar como eu estava me sentindo?

Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir. Não pude contar para minha mãe pois ela estava comemorando 2 anos de namoro e... e não queria atrapalhar nada, entendem?

No dia seguinte às 8 horas, meu pai chegou na portaria do prédio, eu entrei no carro e ele disse:

- Uau! Vestido assim com camisa, gravata e calça você até parece um... jornalista!

Ok! Meu pai tenta mas nem sempre ele consegue ser engraçado. Na verdade, como diria o @rubinho_ do twitter, ele está mais para um "humoristão".

Eu realmente estava bem trajado: vestia uma camisa preta fosca com uma gravata preta envernizada. A calça também era preta e o sapato... Bem, o sapato era preto, assim como o cinto, a meia e a cueca. Na verdade não tinha muita escolha pois meu único traje social é esse.

Cheguei na agência e meu pai disse para a recepcionista:

- Bom dia! O Carlos me espera.

A recepcionista nos anunciou e disse:

- Por favor, entrem. É naquela sala no fim do corredor.

Fomos até a sala indicada. Assim que entrei, Carlos disse:

- Bom dia! Tudo bem com vocês? Por favor, sentem! - e apertando minha mão - Você deve ser o famoso Arthur Ferraù, certo?? Já ouvi muito falar de você!

Gelei! A única coisa que pensei foi:

"Ai meu Deus! Será que ele ouviu falar do meu blog? Mas eu escondi tudo tão bem..."

Roberto,

Ao contrário do que possa parecer, sou exatamente o oposto do que imagina. Não espero nada das pessoas, apenas ajudo mas fico chateado quando tenho como agradecimento uma traição (como já aconteceu muitas vezes), um afastamento que me transforma numa pessoa estranha, etc.

Não espero me tornar o melhor amigo ou coisa do gênero, mas não entendo o porquê dessa exclusão que fazem.

Outra coisa: não vivo reclamando. Para melhor saber disso, você teria que ler a primeira temporada do blog, mas infelizmente tirei do ar há algum tempo. Entretanto, o blog andava meio negativo pois acabei de sair de uma crise pessoal muito intensa. Não vou entrar em detalhes pois não quero, mas vale dizer que fiquei afastado por alguns anos do blog justamente por causa dela. Se você achou o post "Os monstros que eu criei" negativo, imagina se você lesse os que ensaiei postar durante minha fase de crise pessoal.

Ab's!

PS.: mais tarde voltou com outro post. Tenho algumas novidades, hehehe!

Definitivamente a minha vida é uma comédia romântica. Quando fui para Londres, estava querendo esquecer algumas dores vividas aqui no Brasil. Vivi coisas legais por lá, mas a minha situação financeira me fez voltar.

De volta ao Brasil, é como se o monstro que aqui me assombrava tivesse ganhado forma 3 vezes maior do que ele tinha anteriormente e tivesse voltado com força total, ceifando esperanças, destruindo sonhos e me fazendo cada vez mais perceber que parte dos meus sonhos estão distantes. Muito distantes!

Escrevo isso depois de levar 3 (isso mesmo, TRÊS) foras em menos de 48 horas. Vou explicar rapidamente:

1º fora (sábado à noite): conversei por uns 10 dias com um cara muito interessante no MSN e durante a conversa ele vivia se insinuando, querendo me conhecer e talz. Quem não ficaria animado após vários meses sem ficar com ninguém realmente interessante? Aí fomos nos conhecer, ele não apareceu, liguei para ele o celular estava desligado e quando entrei no MSN, surpresa: eu estava bloqueado.

2º fora (domingo à tarde): voltando para casa após o primeiro fora, conheci um cara no caminho. Fomos até uma praça, nos beijamos muito, ele foi super carinhoso e disse que tinha ficado encantado comigo e que queria me ver novamente. Me adicionou e na primeira conversa começou com aquele clima padrão de frieza e, quando perguntado sobre quando nos veríamos novamente, ele me disse: "depois a gente vê" e ficou off-line na sequência. Alguém aí duvida que ele me bloqueou?

3º fora (segunda à tarde, pouco antes de escrever essa postagem): Esse foi parecido com o primeiro fora mas foi com um outro cara que vinha teclando comigo há algumas semanas.

Não sei o que falar, não sei o que pensar. Só consigo perceber que tudo que me fez ir embora do Brasil está voltando a acontecer e com força total. Pelo menos antes eu levava um fora por mês, e não por hora!

Desculpem o desabafo. Prometo estar mais animado no próximo post... Enquanto isso vou fazer a Madonna no filme Evita com Another Suitcase in Another Hall:

Não moro mais em Londres. Estou no Brasil. A situação por lá piorou muito e fui obrigado a voltar para cá. Volto a fazer jornalismo esse ano e termino em cerca de 3 anos.

Voltar para cá foi difícil. Reencontrar amigos, alguns viraram a cara... E achar alguém para ficar ainda está sendo difícil. Parece que aqui no Brasil os caras querem ficar com os rostinhos bonitos da TV e esquecem que aquela beleza é feita e fabricada sob medida para um mercado.

Acredito que cada volta é um recomeço, como diz o título daquela música do Zezé Di Camargo. Não gosto do artista, mas essa frase é uma verdade.

Bem, estou de volta, ainda não muito feliz e sonhando muito com novos horizontes. Com bem disse o Senhor da Vida no comentário da postagem anterior:

(...) saudades sao parte do caminho, mas o otimismo, o olhar pra frente com uma nova intenção,ja é tudo.
Vamos em frente, sempre!

Passei rapidinho para não deixar aqui sem atualização. Mais tarde volto com outro texto.